Desafio ENEM: Questões de Análise Textual sobre Racismo Estrutural – Com gabarito
Olá, estudantes!
Prontos para testar seus conhecimentos e aprimorar suas habilidades de análise textual? Preparamos um desafio de 10 questões no estilo ENEM, com base no artigo “Racismo estrutural”. O objetivo é ir além da leitura superficial e aprofundar a compreensão de conceitos essenciais como tese, opinião, fato e relações lógicas.
Leia o texto abaixo com atenção e, em seguida, responda às questões. O gabarito comentado está logo abaixo de cada pergunta. Boa sorte!
Racismo estrutural
Por definição, racismo estrutural é o racismo que não seria uma anormalidade ou “patologia”, mas o resultado do funcionamento “normal” da sociedade. Esse talvez seja um de nossos maiores desafios no tocante à questão da diversidade.
Amanhã, 20 de novembro, é celebrado o Dia da Consciência Negra, data em homenagem a Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes negros do Brasil que lutou pela libertação do povo contra o sistema escravista e morreu em 1965.
A data é uma contraposição ao dia 13 de maio, data em que foi assinada a Lei Áurea pela Princesa Isabel, e tem por propósito ressaltar o protagonismo das pessoas negras na luta contra o racismo e a discriminação e propor a igualdade social, inclusão de negros na sociedade e a valorização da cultura afro-brasileira.
Em 2020 a questão racial ganhou o mundo após o episódio da morte de George Floyd, afro-americano de 40 anos, asfixiado por um policial, nos Estados Unidos. Tal violência desmedida gerou ira e furor naquela sociedade e o povo saiu às ruas, não apenas para protestar pela morte de mais um negro, mas para pedir um basta contra a violência policial, o preconceito e a discriminação racial.
O movimento “Vidas negras importam” tomou conta dos Estados Unidos e chegou ao Brasil, onde o racismo estrutural, que muitas vezes aparece através de uma piada, de um comentário na fila de um supermercado, de um xingamento na arquibancada de um campo de futebol, na desconfiança dentro de uma loja de departamentos ou ainda através de uma mensagem distribuída via mensagem de WhatsApp por um grupo de jovens.
Neste sentido, não precisamos nos deslocar para outro espaço geográfico dentro do globo terrestre para percebermos a presença do racismo estrutural. Valinhos, que viveu há poucos dias um episódio de racismo praticado por estudantes de uma tradicional escola do município, tem em sua estrutura social o racismo estrutural enraizado.
Historicamente, além do bárbaro período da escravidão aqui vivenciado nas fazendas de café que deram espaço ao território que hoje conhecemos como Valinhos, nós valinhenses negamos a presença do negro em nossa formação cultural. Nos orgulhamos de narrar nossa história a partir da chegada dos imigrantes italianos por volta de 1888, para substituir a mão dos negros libertos do sistema escravagista nas fazendas produtoras de café.
Talvez seja esse o mais gritante de nossos erros históricos. Erro esse que precisa ser reparado com urgência, pois colaborou e ainda colabora para que o racismo estrutural aqui fixasse ‘residência’. Assim, o episódio dos estudantes do Colégio Porto Seguro, não deve ser aceito como um fato isolado, em que pese a convivência pacífica entre brancos e negros em nossa cidade. Mas nem sempre o pacifismo quer dizer tolerância, aceitação ou equidade, mas sim uma forma de manter uma equidistância entre nossas diferenças externas e corporais.
Quem não conhece a história, não entenderá nunca a dívida que o Brasil tem com os negros após mais de 300 anos de escravidão (período colonial entre 1500 e 1822 e Imperial 1822-1889), período em que foram subjugados pelo olhar e ação do branco e tratados como animais, sem nenhum direito.
É preciso avançar, não apenas no reparo, mas na abolição em definitivo do chamado racismo estrutural de nossa sociedade que é cometido por preconceito, discriminação racial e racismo, três faces diferentes de um asqueroso fantasma que nos assombra.
Nesta luta, aqui cabe um destaque importante – embora não saibamos do seu avanço – mas foi o lançamento, em maio deste ano, do projeto “Protagonismo e Equidade na Escola”, que tem por objetivo desenvolver a temática ‘História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, como preconiza a Lei Federal 10.639 que estabelece a obrigatoriedade da “inclusão da história e cultura afro- -brasileira no currículo das escolas brasileiras”, aprovada em 2003.
Nessa batalha também merece reconhecimento o trabalho e a militância da professora e gestora educacional Solange Aparecida da Silva, que antes de seu falecimento em março deste ano, juntamente com a socióloga Claudia Garcia Costa, organizou e lançou a obra “Educação Antirracista: Infâncias, Resistência e Combate ao Racismo”. Nessa mesma trincheira destacamos também a Comissão de Igualdade Racial da OAB de Valinhos, do trabalho da Associação Cultural Afro-brasileira de Valinhos e do Coletivo da Marcha Zumbi dos Palmares de Valinhos.
Disponível em: https://www.folhadevalinhos.com.br/?q=artigos/opiniao/editorial/editorial-racismo-estrutural. Acesso em: 10 de ago. 2023.
Questões
1. No texto, a tese central defendida pelo autor pode ser identificada pela afirmação de que:
a) O racismo estrutural em Valinhos é um fenômeno recente, decorrente de episódios como o do Colégio Porto Seguro, que demonstram uma anomalia na convivência pacífica local.
b) O pacifismo aparente entre brancos e negros em Valinhos é um sinal de tolerância e equidade, o que invalida a tese de que o racismo estrutural esteja profundamente enraizado.
c) A luta contra o racismo estrutural no Brasil deve se concentrar em iniciativas legais, como a Lei Federal 10.639, e em projetos educacionais, ignorando o papel dos protestos de rua.
d) O racismo estrutural é uma consequência exclusiva da escravidão histórica, e não um fenômeno que se perpetua através de falhas culturais e sociais da contemporaneidade.
e) A negação da presença negra na história de Valinhos e a celebração exclusiva da imigração italiana são os principais fatores que permitem a perpetuação do racismo estrutural na cidade.
2. Considere o trecho: “Talvez seja esse o mais gritante de nossos erros históricos. Erro esse que precisa ser reparado com urgência, pois colaborou e ainda colabora para que o racismo estrutural aqui fixasse ‘residência’.” A relação lógico-discursiva expressa pelo conectivo sublinhado é de:
a) conclusão, pois a segunda oração apresenta uma consequência inevitável do ‘erro histórico’ mencionado na primeira.
b) conformidade, pois o racismo estrutural se desenvolveu de acordo com o padrão do ‘erro histórico’.
c) concessão, pois a segunda oração se opõe ao erro histórico, mas não impede sua ocorrência.
d) causa/explicação, pois a segunda oração justifica o motivo pelo qual o ‘erro histórico’ precisa ser reparado com urgência.
e) finalidade, pois o reparo do erro histórico tem como objetivo principal fixar o racismo estrutural.
3. A partir da análise do gênero discursivo do texto, é correto afirmar que sua principal função é:
a) narrar o histórico do movimento negro no Brasil e nos Estados Unidos, com foco nos líderes e nas principais revoltas contra a escravidão.
b) instruir o leitor sobre como identificar e combater o racismo estrutural, fornecendo um manual de ações práticas para o dia a dia.
c) apresentar dados estatísticos imparciais sobre o racismo para informar o leitor de maneira objetiva, sem emitir juízo de valor.
d) defender um ponto de vista e persuadir o leitor sobre a gravidade do racismo estrutural, a partir de uma reflexão que mistura fatos históricos e a opinião do autor.
e) descrever episódios de violência racial, como o de George Floyd, com o objetivo de gerar comoção e indignação, sem propor soluções.
4. O trecho “…não saibamos do seu avanço – mas foi o lançamento, em maio deste ano, do projeto ‘Protagonismo e Equidade na Escola’…” apresenta uma oposição entre ideias. O tipo de relação lógico-discursiva estabelecida é de:
a) adição, pois o lançamento do projeto é somado a uma informação anterior sobre o racismo estrutural.
b) conclusão, pois o lançamento do projeto é uma consequência do desconhecimento de seu avanço.
c) alternância, pois as duas ideias se apresentam como possibilidades excludentes.
d) temporalidade, pois a ação do lançamento ocorreu em maio, em oposição a um tempo indeterminado.
e) concessão, pois a falta de conhecimento sobre o avanço do projeto não impede que sua existência seja destacada como um fato relevante na luta antirracista.
5. Assinale a alternativa que apresenta um trecho do texto que expressa uma opinião do autor, e não um fato histórico ou social:
a) “Amanhã, 20 de novembro, é celebrado o Dia da Consciência Negra, data em homenagem a Zumbi dos Palmares…”
b) “…o racismo estrutural, que muitas vezes aparece através de uma piada, de um comentário na fila de um supermercado…”
c) “Talvez seja esse o mais gritante de nossos erros históricos.”
d) “…o lançamento, em maio deste ano, do projeto ‘Protagonismo e Equidade na Escola’…”
e) “…a Lei Federal 10.639 que estabelece a obrigatoriedade da ‘inclusão da história e cultura afro-brasileira no currículo das escolas brasileiras’…”
6. O tema central abordado no texto pode ser definido como:
a) A história da escravidão no Brasil e o papel dos imigrantes italianos no fim do sistema escravista.
b) A valorização da cultura afro-brasileira e o reconhecimento dos líderes negros, como Zumbi dos Palmares.
c) A violência policial contra negros nos Estados Unidos e o impacto do movimento “Vidas negras importam” no Brasil.
d) A análise do conceito de racismo estrutural, evidenciando sua manifestação na história e na sociedade brasileira, com um foco particular na cidade de Valinhos.
e) A importância do projeto “Protagonismo e Equidade na Escola” e da obra “Educação Antirracista” para a abolição do racismo.
7. No trecho “Valinhos, que viveu há poucos dias um episódio de racismo praticado por estudantes de uma tradicional escola do município, tem em sua estrutura social o racismo estrutural enraizado”, a vírgula antes e depois da oração ‘que viveu há poucos dias…’ tem a função de:
a) separar uma oração coordenada, que se liga à principal por sentido, mas não por dependência sintática.
b) indicar uma enumeração de características de Valinhos, servindo como uma pausa na leitura para listar seus atributos.
c) isolar uma oração subordinada adjetiva restritiva, que especifica a qual Valinhos o autor se refere.
d) separar um aposto explicativo, que adiciona uma informação acessória e não essencial sobre Valinhos.
e) separar um vocativo, chamando a atenção do leitor diretamente para a cidade de Valinhos.
8. A afirmação de que ‘o racismo que não seria uma anormalidade ou ‘patologia’, mas o resultado do funcionamento ‘normal’ da sociedade’ é um exemplo de:
a) tese, pois é a principal ideia que o autor busca provar ao longo do texto.
b) opinião, pois a interpretação de que o racismo é ‘normal’ é uma visão subjetiva e pessoal do autor.
c) fato, pois se trata de uma verdade universalmente aceita sobre a natureza do racismo em todas as sociedades.
d) antítese, pois o autor contrapõe o conceito de racismo ao de patologia para gerar um contraste.
e) definição, pois o autor apresenta, de maneira clara e concisa, o conceito de racismo estrutural que servirá de base para a sua argumentação.
9. A frase “Nessa mesma trincheira destacamos também a Comissão de Igualdade Racial da OAB de Valinhos…” estabelece uma relação lógico-discursiva com o parágrafo anterior por meio da palavra ‘também’. Essa relação é de:
a) concessão, pois a comissão da OAB é mencionada apesar de não ter o mesmo nível de importância que os projetos anteriores.
b) comparação, pois a comissão da OAB é comparada com a professora Solange e a socióloga Claudia Garcia Costa.
c) causa, pois a atuação da comissão da OAB é a razão da luta mencionada no parágrafo anterior.
d) oposição, pois a comissão da OAB se contrapõe aos projetos já citados.
e) adição, pois a comissão da OAB é incluída como mais um exemplo de luta contra o racismo, somando-se aos exemplos do parágrafo anterior.
10. Analise a seguinte afirmação do texto: “Nós valinhenses negamos a presença do negro em nossa formação cultural. Nos orgulhamos de narrar nossa história a partir da chegada dos imigrantes italianos por volta de 1888, para substituir a mão dos negros libertos do sistema escravagista nas fazendas produtoras de café.” Essa afirmação exemplifica a tese do autor sobre o racismo estrutural porque:
a) comprova que o racismo estrutural é um problema exclusivo de Valinhos e não está presente em outras cidades do Brasil.
b) demonstra que o racismo é um problema restrito a episódios de violência física, como os ocorridos com George Floyd, e não a questões culturais.
c) evidencia a existência do racismo estrutural como um fenômeno histórico e cultural, que se manifesta na negação da participação negra e na valorização de uma história única (a da imigração italiana).
d) sugere que a imigração italiana foi um fator isolado e sem relação com a substituição da mão de obra negra na sociedade de Valinhos.
e) contrasta a cultura dos imigrantes italianos com a cultura dos negros, evidenciando a superioridade da primeira na formação da identidade valinhense.
Gabarito Comentado
1. Alternativa E.
- Comentário: A tese central é a ideia principal que o autor defende. O texto argumenta que a negação da história negra de Valinhos é o “mais gritante de nossos erros históricos”, o que sustenta a persistência do racismo estrutural. As outras alternativas apresentam distorções ou contradições diretas com o texto.
- Distrator Forte (A): O texto menciona o episódio do colégio, mas o coloca como consequência, não como a causa ou a anomalia do racismo estrutural.
- Distrator Fraco (B): Contradiz diretamente a fala do autor sobre o “pacifismo” não ser sinônimo de tolerância.
- Distrator Fraco (C): A luta é apresentada de forma mais ampla, incluindo protestos e iniciativas educacionais.
- Distrator Mediano (D): O texto mostra que o racismo é um fenômeno que se perpetua, não apenas uma consequência do passado.
2. Alternativa D.
- Comentário: O conectivo “pois” introduz uma causa ou uma explicação. Na frase, ele justifica a urgência do reparo do erro histórico, pois este foi a causa da permanência do racismo estrutural.
- Distrator Forte (A): Conclusão seria com “portanto”, “logo”.
- Distrator Fraco (B): Conformidade seria com “conforme”.
- Distrator Mediano (C): Concessão seria com “embora”, “ainda que”.
- Distrator Fraco (E): Finalidade seria com “para que”, “a fim de que”.
3. Alternativa D.
- Comentário: O texto é um editorial ou artigo de opinião, cujo objetivo é defender um ponto de vista para persuadir o leitor, usando tanto fatos históricos (como o Dia da Consciência Negra) quanto a opinião do autor.
- Distrator Forte (A): O texto tem elementos narrativos, mas a função principal não é narrar, e sim argumentar.
- Distrator Mediano (B): O texto aponta para a necessidade de combate, mas não é um manual de instruções.
- Distrator Fraco (C): O texto não é imparcial e emite diversos juízos de valor.
- Distrator Fraco (E): Embora gere indignação, a finalidade principal é a defesa de uma tese.
4. Alternativa E.
- Comentário: A conjunção “mas” introduz uma ideia que se opõe à anterior, mas não a anula. A concessão ocorre quando o fato de “não sabermos do seu avanço” não impede que o lançamento do projeto seja destacado como algo importante.
- Distrator Forte (A): Adição seria com “e”, “além disso”. O “mas” indica contraste.
- Distrator Fraco (B): A relação é de oposição, não de causa e consequência.
- Distrator Fraco (C): A alternância seria com “ou”, “ora”.
- Distrator Mediano (D): O tempo é mencionado, mas não é a relação principal estabelecida pelo conectivo.
5. Alternativa C.
- Comentário: A opinião é marcada por expressões que indicam subjetividade, como “Talvez” e o adjetivo de valor “mais gritante“. As outras opções apresentam fatos verificáveis.
- Distrator Forte (B): Descreve manifestações do racismo, mas não é uma opinião sobre o conceito em si.
- Distrator Fraco (A): É um fato histórico.
- Distrator Fraco (D): É um fato social (lançamento de um projeto).
- Distrator Mediano (E): É uma lei, um fato legal.
6. Alternativa D.
- Comentário: O tema é o assunto geral. O texto se inicia com a definição de racismo estrutural, desenvolve a sua manifestação no Brasil e, principalmente, em Valinhos, evidenciando que este é o foco principal.
- Distrator Forte (A): A escravidão e imigração são citadas para contextualizar o tema, não são o tema principal.
- Distrator Mediano (B): A valorização da cultura é uma das formas de combate, mas não o tema central.
- Distrator Fraco (C): O caso de George Floyd é um exemplo para o tema.
- Distrator Fraco (E): Os projetos são exemplos de iniciativas, não o tema central do texto.
7. Alternativa D.
- Comentário: A oração “que viveu há poucos dias um episódio de racismo…” está entre vírgulas para fornecer uma informação extra e explicativa sobre o termo “Valinhos”, sem ser essencial para a compreensão da frase principal. Essa estrutura é conhecida como aposto explicativo.
- Distrator Forte (A): A oração é subordinada, e não coordenada.
- Distrator Fraco (B): Não é uma lista de características.
- Distrator Mediano (C): Oração restritiva não teria vírgulas.
- Distrator Fraco (E): Valinhos é o sujeito, não um vocativo.
8. Alternativa E.
- Comentário: O primeiro parágrafo do texto tem a função de apresentar, de maneira clara, o conceito de racismo estrutural. É uma definição que serve de base para toda a argumentação subsequente.
- Distrator Forte (B): Não é uma opinião, e sim a definição de um conceito sociológico.
- Distrator Mediano (A): A definição serve para sustentar a tese, mas a frase em si não é a tese, e sim a premissa.
- Distrator Fraco (C): É uma definição teórica, não um fato universal.
- Distrator Fraco (D): A figura de linguagem é a antítese, mas a função da frase é definir o conceito.
9. Alternativa E.
- Comentário: A palavra “também” indica que a Comissão da OAB é um exemplo adicional de luta contra o racismo, somando-se aos outros mencionados no parágrafo anterior. Trata-se de uma relação de adição.
- Distrator Forte (B): Não é uma comparação.
- Distrator Mediano (A): Não há uma relação de concessão.
- Distrator Fraco (C): Não há relação de causa.
- Distrator Fraco (D): A palavra “também” não indica oposição, e sim soma.
10. Alternativa C.
- Comentário: A tese do autor é que o racismo estrutural é um fenômeno enraizado historicamente. A negação da história negra de Valinhos em favor da história dos imigrantes italianos serve como um exemplo claro de como essa estrutura se manifesta em aspectos culturais e históricos da sociedade.
- Distrator Forte (B): O texto mostra que o racismo se manifesta em aspectos culturais, e não só na violência física.
- Distrator Mediano (D): O texto afirma que a imigração italiana foi usada para substituir a mão de obra negra, estabelecendo uma clara relação.
- Distrator Fraco (A): O autor usa Valinhos como um exemplo local de um problema nacional.
Distrator Fraco (E): O autor critica a exaltação da cultura italiana em detrimento da negra, não a exaltação em si.
