Guia Rápido: Orações Subordinadas – Desvendando a Sintaxe!
1. O que são Orações Subordinadas?
Imagine que uma frase é como uma equipe de futebol.
- A Oração Principal é o capitão do time. Ela tem sentido completo sozinha, ela “manda” no jogo.
- Exemplo: “Os alunos aprenderam.”
- As Orações Subordinadas são os jogadores que dependem do capitão. Elas não têm sentido completo sozinhas; precisam da Oração Principal para fazer sentido. Elas completam a informação do capitão.
- Exemplo: “Os alunos aprenderam que a matéria é importante.”
- “Os alunos aprenderam” → Oração Principal (o capitão).
- “que a matéria é importante” → Oração Subordinada (o jogador). Sozinha, “que a matéria é importante” não faz muito sentido; ela depende de “aprenderam” para completar a ideia.
- Exemplo: “Os alunos aprenderam que a matéria é importante.”
2. Tipos de Orações Subordinadas: As “Funções” dos Jogadores
Existem três tipos principais de jogadores, cada um com uma função específica na equipe:
A) Orações Subordinadas Substantivas
- Analogia: Pense nelas como um atacante. A função do atacante é essencial para o time, pois ele marca o gol. A oração substantiva tem uma função “essencial” para a Oração Principal, como se fosse um substantivo. Ela pode ser o sujeito, o objeto direto, o objeto indireto, etc.
- Como identificar: Geralmente começam com “que” ou “se”.
- Macete: Você pode substituir a oração substantiva por “isso”, “isto” ou “aquilo”.
- Exemplos:
- “Eu desejo que você passe de ano.” (Eu desejo isso.) → Funciona como Objeto Direto.
- “É necessário que todos estudem.” (Isso é necessário.) → Funciona como Sujeito.
- Exemplos:
B) Orações Subordinadas Adjetivas
- Analogia: Imagine um zagueiro. A função do zagueiro é descrever e caracterizar o ataque adversário. As orações adjetivas têm a função de caracterizar ou dar uma qualidade a um termo da Oração Principal, como um adjetivo.
- Como identificar: Sempre começam com um pronome relativo (que, quem, cujo, onde, etc.).
- Macete: Elas podem ser substituídas por um adjetivo ou uma locução adjetiva.
- Exemplos:
- “Comprei o livro que você me indicou.” (O livro indicado.)”Adoro lugares onde posso relaxar.” (Lugares relaxantes.)
- Exemplos:
- (Quanto ao SENTIDO/INFORMAÇÃO): As orações adjetivas também têm uma sub-classificação importante sobre o tipo de informação que elas dão:
- Adjetiva RESTRITIVA:
- A informação é essencial, ela “restringe” o sentido do termo. Se você tirar, a frase muda de sentido.
- NÃO tem vírgulas.
- Exemplo: “Os alunos que estudam passam de ano.” (Significa que apenas os alunos que estudam passam. Restringe o grupo de alunos.)
- Adjetiva EXPLICATIVA:
- A informação é um “extra”, uma explicação a mais. Se você tirar, o sentido básico da frase não muda.
- SEMPRE tem vírgulas.
- Exemplo: “Os alunos, que são muito inteligentes, passaram de ano.” (Significa que todos os alunos são inteligentes e todos passaram. A informação é apenas um elogio/explicação sobre todos eles.)
- Adjetiva RESTRITIVA:
C) Orações Subordinadas Adverbiais
- Analogia: Pense nos meio-campistas. Eles criam jogadas e indicam as circunstâncias do jogo: o tempo do ataque, a causa de um gol, a condição para a jogada, a finalidade do passe, etc. As orações adverbiais indicam uma circunstância (tempo, causa, condição, finalidade, etc.) relacionada à Oração Principal, como um advérbio.
- Como identificar: Geralmente começam com conjunções subordinativas (quando, porque, se, para que, embora, etc.).
- Macete: Pense em qual “circunstância” a oração está indicando.
- Exemplos:
- Causa: “Como chovia, não saímos.” (Por que não saímos? Porque chovia.)
- Tempo: “Quando você chegou, a festa já tinha começado.” (Em que tempo a festa começou? Quando você chegou.)
- Condição: “Se você estudar, passará de ano.” (Qual a condição para passar? Estudar.)
- Finalidade: “Estudamos para que aprendamos.” (Qual a finalidade de estudar? Aprender.)
- Exemplos:
3. Classificação das Orações (Quanto à FORMA/ESTRUTURA): Reduzidas e Desenvolvidas
Essa classificação se refere à maneira como a oração é construída.
- Oração DESENVOLVIDA:
- É a forma “completa”.
- Possui uma conjunção ou pronome relativo (que, quando, se, etc.).
- O verbo está conjugado em um tempo e modo específicos (ex: indicativo, subjuntivo).
- Exemplo: “É importante que ele estude.” (Tem “que” e o verbo “estude” está conjugado.)
- Oração REDUZIDA:
- É uma forma mais “compacta” ou “direta”.
- NÃO possui conjunção ou pronome relativo.
- O verbo está em uma das formas nominais:
- Infinitivo (-ar, -er, -ir): “É importante estudar.” (Em vez de “que ele estude”).
- Gerúndio (-ndo): “Chegando em casa, avisarei.” (Em vez de “Quando eu chegar em casa…”).
- Particípio (-ado, -ido): “Terminado o trabalho, fui embora.” (Em vez de “Quando o trabalho foi terminado…”).
- Restritiva se refere ao sentido (informa uma parte do todo, é essencial, sem vírgula).
- Reduzida se refere à estrutura (verbo em forma nominal, sem pronome relativo ou conjunção).
- Exemplo de Oração Subordinada Adjetiva Restritiva Reduzida (de infinitivo):
- “Ele foi o único aluno a reclamar.”
- É restritiva porque não foram todos os alunos, mas apenas “o único”.
- É reduzida porque não tem pronome relativo (“que”) e o verbo (“reclamar”) está no infinitivo.
- (Forma desenvolvida seria: “Ele foi o único aluno que reclamou.”)
- “Ele foi o único aluno a reclamar.”
Dicas:
- Pratique! A melhor forma de aprender é fazendo exercícios e analisando frases.
- Identifique o “Capitão”: Sempre comece encontrando a Oração Principal.
- Substitua: Use os macetes de substituir por “isso” (para substantivas) ou por um adjetivo (para adjetivas).
- Atenção aos Conectivos: As conjunções e pronomes relativos são como “placas de trânsito” que indicam o tipo de oração subordinada.
- Pergunte! Não tenha vergonha de perguntar sempre que tiver uma dúvida.
