Tipos de Conjunções

Seja bem-vindo a este novo desafio! Preparado para testar seus conhecimentos de uma forma diferente? Neste simulado, vamos mergulhar na música brasileira para identificar e classificar as conjunções que dão ritmo e sentido às nossas canções favoritas. Analise cada trecho, preste atenção à relação que as palavras destacadas estabelecem entre as frases e mostre que, além de ser bom de ouvido, você domina a nossa gramática. Boa sorte!

Coordenativas

São usadas para ligar orações ou termos que têm a mesma função sintática. Elas não criam uma relação de dependência entre as partes.

  • Aditivas: Expressam ideia de adição, soma.
    • Exemplos: e, nem, não só… mas também.
    • Ela canta e dança muito bem.
  • Adversativas: Expressam ideia de contraste, oposição.
    • Exemplos: mas, porém, contudo, todavia, entretanto.
    • Estudei muito, mas não fui bem na prova.
  • Alternativas: Expressam ideia de alternância, escolha.
    • Exemplos: ou, ou… ou, ora… ora, quer… quer.
    • Ou você estuda, ou você não passa de ano.
  • Conclusivas: Expressam ideia de conclusão, consequência.
    • Exemplos: logo, portanto, por isso, assim.
    • Choveu forte, portanto a rua está alagada.
  • Explicativas: Expressam ideia de explicação, justificativa.
    • Exemplos: porque, que, pois (antes do verbo).
    • Não saia de casa, porque está muito frio.

Subordinativas

São usadas para ligar uma oração principal a uma oração subordinada, que depende da primeira para ter sentido completo.

  • Causais: Indicam a causa, o motivo de algo.
    • Exemplos: porque, já que, como (no início da frase).
    • Como estava chovendo, não fomos à praia.
  • Concessivas: Expressam uma concessão, um fato contrário ao que se espera, mas que não impede a ação.
    • Exemplos: embora, ainda que, mesmo que.
    • Embora estivesse cansada, ela continuou a trabalhar.
  • Condicionais: Expressam uma condição ou hipótese.
    • Exemplos: se, caso, desde que.
    • Se você me ajudar, terminaremos mais cedo.
  • Conformativas: Indicam conformidade, um acordo.
    • Exemplos: conforme, segundo, como.
    • Fiz o trabalho conforme a professora pediu.
  • Finais: Indicam a finalidade, o propósito.
    • Exemplos: para que, a fim de que.
    • Estudei muito para que pudesse passar no concurso.
  • Temporais: Indicam tempo.
    • Exemplos: quando, enquanto, assim que, logo que.
    • Quando ela chegou, a festa já tinha acabado.
  • Comparativas: Estabelecem uma comparação.
    • Exemplos: como, tal qual, mais… do que.
    • Ele é tão forte quanto um touro.
  • Proporcionais: Indicam uma relação de proporcionalidade.
    • Exemplos: à medida que, à proporção que, quanto mais… mais.
    • À medida que o tempo passa, ficamos mais velhos.
  • Consecutivas: Indicam uma consequência, um resultado.
    • Exemplos: tão… que, tanto… que, de forma que.
    • Estava tão frio que a água congelou.

Simulado de conjunções, com questões baseadas em trechos de músicas brasileiras.


Questões

  1. Na frase “Eu me afogo no seu céu, e me perco nas suas estrelas” (Nando Reis), a conjunção “e” indica: 

a) Explicação 

b) Adição 

c) Alternância 

d) Oposição

  1. “Eu sei que vou te amar, por toda minha vida eu vou te amar” (Vinicius de Moraes). Na verdade, a locução “por toda minha vida” não é uma conjunção, mas a locução “como” na frase “como não amar você?” (Tim Maia) expressa: 

a) Conformidade 

b) Comparação 

c) Condição 

d) Finalidade

  1. No trecho “A vida é curta, mas a estrada é longa” (Capital Inicial), a conjunção “mas” estabelece uma relação de: 

a) Alternância 

b) Consequência 

c) Adversidade 

d) Conclusão

  1. “Eu te pergunto: se eu não te amasse, o que seria de mim?” (Ney Matogrosso). A conjunção “se” introduz uma ideia de: 

a) Causa 

b) Tempo 

c) Condição 

d) Concessão

  1. “A gente não precisa mais de nada, porque a gente se completa” (Jorge e Mateus). A conjunção “porque” é utilizada para indicar: 

a) Proporcionalidade 

b) Explicação 

c) Oposição 

d) Conclusão

  1. “Quando a gente gosta, é claro que a gente briga” (Luan Santana). A conjunção “quando” indica uma circunstância de: 

a) Causa 

b) Modo 

c) Tempo 

d) Conformidade

  1. “Viver como se não houvesse amanhã” (Cazuza). A palavra destacada estabelece uma relação de: 

a) Comparação 

b) Causa 

c) Tempo 

d) Finalidade

  1. “Não me peça para esquecer você, pois eu não consigo” (Bruno e Marrone). A conjunção “pois” tem a função de: 

a) Concluir uma ideia 

b) Apresentar uma alternativa 

c) Explicar uma ordem 

d) Opor-se a uma ideia

  1. “Vem me dar a mão ou me diz que não” (Seu Jorge). A conjunção “ou” indica: 

a) Adição 

b) Oposição 

c) Alternância 

d) Causa

  1. Quanto mais a gente se conhece, mais a gente se gosta” (Titãs). As palavras destacadas criam uma relação de: 

a) Comparação 

b) Proporcionalidade 

c) Consequência 

d) Concessão


Gabarito

  1. b)
  2. b)
  3. c)
  4. c)
  5. b)
  6. c)
  7. a)
  8. c)
  9. c)
  10. b)

Gabarito Comentado

  1. b) Adição. A conjunção “e” adiciona uma ação à outra. A pessoa se afoga em uma coisa (“no seu céu”) e, além disso, se perde em outra (“nas suas estrelas”).
    • Distratores: As outras opções estão incorretas porque não há explicação, escolha ou oposição entre as ideias.
  2. b) Comparação. Na frase “como não amar você?”, a palavra “como” tem o sentido de “de que modo” ou “de que forma”, estabelecendo uma comparação entre as ações.
    • Distratores: A frase não indica conformidade (“conforme”), condição (“se”) ou finalidade (“para que”).
  3. c) Adversidade. A conjunção mas é a principal conjunção adversativa da língua portuguesa. Ela expressa uma ideia contrária à que se espera, criando um contraste entre “vida é curta” e “estrada é longa”.
    • Distratores: Não há alternância, consequência ou conclusão.
  4. c) Condição. A conjunção se introduz uma hipótese ou uma condição para que a ação da oração principal (“o que seria de mim?”) seja válida.
    • Distratores: As demais opções não se encaixam no contexto. A frase não fala sobre causa, tempo ou concessão.
  5. b) Explicação. A conjunção porque é utilizada para justificar a afirmação da oração principal (“A gente não precisa mais de nada”). Ela responde à pergunta “por que não precisa?”.
    • Distratores: A frase não estabelece proporção, oposição ou conclusão.
  6. c) Tempo. A conjunção quando especifica o tempo em que a ação de brigar ocorre: no momento em que “a gente gosta”.
    • Distratores: A frase não indica causa, modo ou conformidade.
  7. a) Comparação. A palavra como é usada para estabelecer uma comparação. A ação de “viver” é comparada à maneira de viver “se não houvesse amanhã”.
    • Distratores: A frase não indica causa, tempo ou finalidade.
  8. c) Explicar uma ordem. A conjunção pois (quando colocada depois de uma vírgula) atua como uma conjunção explicativa, justificando o motivo para o pedido da oração anterior (“Não me peça”).
    • Distratores: O “pois” não é usado para concluir, dar alternativa ou opor-se aqui.
  9. c) Alternância. A conjunção ou apresenta uma escolha entre duas ações: “me dar a mão” ou “me dizer que não”.
    • Distratores: Não há adição, oposição ou causa na frase.
  10. b) Proporcionalidade. A locução conjuntiva quanto mais… mais… expressa uma relação de dependência e proporção. O aumento de uma ação (“se conhecer”) leva, na mesma medida, ao aumento da outra (“se gostar”).
    • Distratores: As demais opções não se aplicam à estrutura da frase.